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http://paisbasco.blogspot.com [Sep. 11th, 2005|08:33 pm]
http://paisbasco.blogspot.com - a luta continua noutro sítio!




Por limitações constantes do sítio http://www.livejournal.com/users/euskalherria decidimos desenvolver um novo jornal solidário com o povo basco neste novo sítio. O antigo manter-se-á como arquivo, este tomará o seu lugar dando todas as novidades, conforme possivel, sobre a luta do povo basco contra os Estados espanhol e francês. Continuará também com artigos políticos e não apenas informativos. Apelamos a que todos sejam porta-vozes na divulgação deste novo sítio como ferramenta para furar os órgãos de comunicação social tendenciosos que abafam e deturpam a verdade do que naquele país se passa.

Mais um cocktail blogotov de luta solidária com o povo basco.

O povo mais antigo da Europa, com uma das línguas mais antigas do mundo. Um povo que vive ocupado há cerca de três séculos pelo Estado espanhol e pelo Estado francês mas que nunca se rendeu nem deixou de resistir. O retrato actual é um retrato manchado de sangue: o fim do franquismo não acabou com a repressão fascista, nem deu ao povo basco o direito de escolher a independência ou a dependência e, acima de tudo, não lhe deu razões para parar a luta. Nas prisões espanholas e francesas estão confinados aproximadamente mil presos políticos bascos, todos eles a milhares de Km de casa. Fora os cidadãos presos todas as semanas que, após dias de incomunicação, vexações, humilhações e bárbaras torturas fisicas e psicológicas, são soltos por nada se comprovar contra eles. O Estado espanhol ilegalizou um partido político que costuma ter entre os 10% e os 30%, o Batasuna, partido da esquerda independentista basca; ilegalizou jornais e rádios pela expressão de determinados ideais políticos; ilegalizou organizações juvenis, sociais e humanitárias; ilegaliza diariamente um povo por querer romper as amarras da opressão, por exigir paz e liberdade.

Ficará aqui mais um blog informativo da luta que se trava em Euskal Herria porque a voz dos oprimidos não tem eco nos meios de comunicação dos que oprimem. Cabe a todos nós denunciar a verdade, cabe a todos nós encetar a luta solidária e internacionalista.

Viva Euskal Herria independente e socialista!
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Milhares em Bilbau gritam INDEPENDÊNCIA! [Aug. 26th, 2005|06:25 pm]
A manifestação convocada sob o lema "Agora o Povo Agora a Paz" decorreu sem incidentes e com uma presença reduzida da polícia basca.

Milhares e milhares de pessoas encheram as avenidas de Bilbau. Uma chapada na cara do Estado espanhol. Palavras? Só uma...

...INDEPENDÊNCIA!





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Gabriel Aresti, escritor basco [Aug. 24th, 2005|04:42 pm]


Gabriel Aresti (1933-1975)

Nasceu no seio de uma familia não falante de basco, em Bilbau. Aos catorze anos começou a estudar o euskara por sua conta, lendo os clássicos na biblioteca municipal e escutando os improvisadores. A sua poesia evolucionou do simbolismo da sua juventude à crítica social da sua maturidade, exercendo uma enorme influência na juventude dos anos 60 e 70. O seu Harri eta Herri (Pedra e Povo, 1964) é um livro fundador da moderna poesia civil basca. Criticou, polemizou, rompeu com o mito do vasco crente, declarou-se abertamente de esquerda, renovou também a canção e o teatro...A sua morte, coincidindo com o fim do franquismo, encerra um ciclo da literatura basca.

Se por dizer uma verdade, 1963

Se por dizer uma verdade
hão-de matar-me
as filhas,
hão-de violar-me
a mulher,
hão-de de derrubar
a casa
onde vivo;
se por dizer uma verdade
hão-de cortar-me
a mão
com que escrevo,
a língua
com que canto;
se por dizer uma verdade
hão-de apagar
o meu nome
das páginas de ouro
da literatura basca,
em nenhum momento,
de nenhuma maneira,
em nenhum lugar
poderão
calar-me.

Traduzido de http://www.basquepoetry.net/poemak-e/0011.htm
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Hoje como antes repressão sobre a língua [Aug. 24th, 2005|04:29 pm]


Durante largos séculos, a ocupação espanhola e francesa sobre o País Basco imprimiu a ideia de que falar-se basco era uma demonstração de baixo nível. O estigma social foi-se infiltrando na sociedade basca através da repressão destes dois Estados. Um elucidativo texto da História Geral de Espanha, de 1601, de P. Juan de Mariana, demonstra o pensamento comum ao Império espanhol.

"Só os biscaínos conservam até hoje a sua linguagem grosseira e bárbara, e que não tem elegância, e é muito diferente das demais, e é a mais antiga de Espanha, e comum antigamente de toda ela, segundo alguns pensam. E diz-se que toda a Espanha usou a língua biscaína antes que nestas provincias entrassem as armas dos romanos e com elas se espalhasse a sua língua. Acrescentam que como era aquela gente grosseira, feroz e agreste, a qual transplantada à maneira das árvores com a bondade da terra se abranda e melhora e por serem inacessiveis os montes onde vivem, ou nunca receberam o jugo do império estrangeiro, ou lhes sacudiu de forma ligeira. Nem carece de probabilidade que com a antiga liberdade se tenha, ali, conservado a língua antiga e comum de toda a provincia de Espanha."

Tradução de http://www.basquepoetry.net/poemak-e/gehi1.htm
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A língua basca - o euskara [Aug. 24th, 2005|04:09 pm]
Os bascos denominam-se a si mesmos de "euskaldunak" que quer dizer os falantes de euskara (língua basca). O País Basco está situado nos Pirinéus, entre os Estados francês e espanhol, junto ao mar cantábrico, formando o Golfo da Biscaia. Na antiguidade, a língua basca teve uma extensão maior que a actual: supõe-se que em toda a Aquitania (a grande região de Bordéus) se falava euskara, ou alguma língua aparentada com ela. O euskara é uma língua sonora e doce, com cinco vogais bem marcadas e um sistema verbal extraordinariamente regular.

É também uma língua isolada, sem parentes conhecidos, classificada como pré-indo-europeia, e que não tem nenhuma relação estrutural com as línguas latinas ou germânicas. Baralham-se diversas hipóteses sobre a sua origem: uns defendem que o euskara é o antigo ibero, outros associam-na às línguas caucásicas, e também se supõe proveniente de um ramo do saharuí-berbere.

Considerada como um obstáculo à assimilação política, a nossa língua tem sido regularmente ridicularizada, proibida e perseguida pelos poderosos e centralistas Estados francês e espanhol. A Revolução francesa considerou-a inimiga da Luz e instrumento da reacção católica, Franco considerou-a inimiga de Deus e de Espanha. Há pouco tempo, França negou-se a assinar a Carta das Línguas Europeias. No ano 2003, Egunkaria, o único diário de língua basca, foi enclausurado e fechado por Madrid, sem que algum delito tivesse cometido, e os seus directores foram detidos e encarcerados. Este acontecimento mereceu numerosas condenações em todo o mundo, desde a Amnistia Internacional até Salman Rushdie, na qualidade de presidente do Pen Club dos Estados Unidos e coordenador do Comité de Escritores Presos.

O euskara é uma língua de rica tradição oral, com um notável conjunto de canções, baladas e contos que pertencem ao grande fundo da tradição europeia. A literatura culta é relativamente jovem em euskara, pois arranca no século XVI. Durante largos anos a nossa língua careceu de escolas e de prestigio social, e os nossos principais escritores, inevitavelmente, foram curas e frades.

A meados do século XIX a poesia começou a renovar-se notavelmente, dando lugar, no século XX, ao que se deu a chamar de Pizkundea, uma espécie de pequena época dourada da nossa lirica, truncada pelo levantamento fascista de 1936. A literatura basca actual constitui uma pequena mas dinâmica indústria, com uma média de trezentos títulos novos de ficção em cada ano. Deles, a poesia aborda uma trintena. Ainda que a novela tenha experimentado um grande auge nos últimos vinte anos, a poesia é, pela sua qualidade e pela sua pluralidade, a expressão da moderna consciência basca.

traduzido de http://www.basquepoetry.net
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Manifestação em Bilbau [Aug. 22nd, 2005|04:19 pm]
Um grupo de pessoas apresentou hoje em Bilbau a manifestação sob o lema "Agora o povo, agora a paz" convocada para a próxima quinta e que servirá, segundo os organizadores, "para apoiar a proposta de paz que o Batasuna lançou em Anoeta e que conta com o apoio de uma grande maioria da população basca".
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Imprensa espanhola censura e manipula a verdade [Aug. 16th, 2005|05:49 pm]
Dois contentores ardendo encheram ontem as capas da maioria dos jornais. Foram capazes de eclipsar as imagens de pessoas em cujos corpos se viam marcas da brutalidade policial. Houve feridos, inclusive hospitalizados, mas foram invisiveis!

Uma imagem vale mais que mil palavras. Por isso, nos jornais de ontem repetiam-se até à saciedade as fotografias de dois contentores ardendo, enquanto era impossivel encontrar alguma imagem em que se visse alguém que tivesse sido ferido pelos bastões e balas de borracha da policia.

http://www.gara.net/idatzia/20050816/art126325.php

A Askatasuna informou também que três dos detidos na manifestação do Batasuna em Donostia - Josetxo Lukas, Unai Saizar e um terceiro de Gasteiz - foram enviados para a prisão de Martutene. Três outros detidos deverão comparecer todas as segundas junto do juiz.

http://www.gara.net/azkenak/orriak/08/art126263.php

Mais fotos da manif:


Comicio do Batasuna


Cordão policial


Policia faz-se valer das armas


Brutalidade e detenções - a "democracia" espanhola
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Manifestação do Batasuna em Donostia [Aug. 15th, 2005|04:11 pm]

Manifestantes sentados em protesto


Barricadas elevam fumo aos céus de Donostia


Manifestantes espancados pela polícia

A Ertzaintza (Polícia Autonómica Basca) tinha toda a Boulevard e imediações sob controle desde manhã. Trinta minutos antes da hora fixada para o inicio da marcha (17.00), dezenas de agentes com material repressivo ocupavam a zona, repleta de turistas.

Os agentes ocupavam as entradas até às ruas Mayor e San Jerónimo. Às 16.45, Joseba Alvarez, Pernando Barrena e Juan Joxe Petrikorena, representantes do Batasuna, aproximavam-se dos polícias para dialogar com os dirigentes policiais.

Foram remetidos, equivocadamente, à Câmara Municipal. Enquanto os três integrantes da formação independentista iam e vinham da Casa Consistorial, milhares de pessoas iam congregando-se à volta do Kisko do Boulevard. Desde o megafone da furgoneta policial enviava-se uma mensagem: "Por motivos de segurança, abandonem a zona".

Perante a atitude dos polícias, os concentrados levantavam as mãos nuas enquanto gritavam palavras de ordem a favor da independência e da liberdade de expressão.

Alvarez, Barrena e Petrikorena regressaram da Câmara e dirigiram-se outra vez aos agentes, enquanto pediam calma e silêncio aos manifestantes. Perante a negativa policial, as pessoas optaram por se sentarem no chão. As palavras de ordem seguiam sem descanso. Os agentes policiais olhavam-se perante uma multidão que só reclamava o seu direito a manifestar-se. Quando passavam uns minutos das cinco da tarde apareceu a faixa. Esta foi desfraldada e as pessoas colocaram-se atrás.

Tendo em conta que realizar o percurso habitual pelo centro da cidade podia resultar em cargas policiais, a cabeça da manifestação optou por encarreirar pela rua Mayor, na Parte Velha.

Dezenas de câmaras fotográficas tomavam posições nas escadarias da Igreja de Santa Maria. Uns eram profissionais dos media. Outros, turistas que não queriam ficar sem uma recordação.

A marcha prosseguiu com absoluta normalidade. Rostos sorridentes por trás da faixa com o lema "Agora o povo, agora a paz".

Perante o museu San Telmo, instalou-se rapidamente um sistema de som para se poder levar a cabo o comicio político. A satisfação nesses momentos era evidente. A Ertzaintza não estava e tudo corria com tranquilidade.

No momento em que Joseba Alvarez tomava o microfone para dirigir-se aos milhares de manifestantes, apareceu no céu um helicóptero da Polícia Autonómica. O aparelho parou precisamente sobre a praça e perdeu altura. O seu objectivo era sabotar a intervenção de Alvarez com o som das hélices e do motor.

Não valeu de nada. A gente com paciência sentou-se no solo. Estavam dispostos a esperar o tempo que fosse preciso. "Já se acabará a gasolina", apontava alguém. Dito e feito. Cinco minutos mais tarde, o helicóptero afastou-se com as suas hélices e Alvarez retomou o microfone.

Mas a Ertzaintza não se queria render facilmente. Voltou o helicóptero e repetiu-se a história. O representante independentista finalizou a sua intervenção e, perante os aplausos dos participantes, o acto acabou com um convite aos presentes a tomar parte no brinde aos presos e refugiados, que se ia celebrar meia hora depois na Praça Sarriegi.

Aí finalizou a manifestação convocada pelo Batasuna. Uns optaram por ir passear-se ao Passeio Novo, outros para a Parte Velha ou o Boulevard. Estes últimos aperceberam-se que o acesso estava fechado pela polícia na intersecção com a Rua San Juan.

Regressaram os gritos exigindo aos polícias que se fossem. Estes reagiram carregando. Um jovem foi brutalmente espancado com cassetetes e detido. Outro homem, de cinquenta anos, foi derrubado por um agente. A intervenção de outros cidadãos impediu que fosse espancado no solo. Esse foi um dos detonadores dos incidentes. Gritos respondidos com cargas policiais.

Minutos depois, desde o Boulevard via-se como se elevava no céu uma coluna de fumo a uns 300 metros. Desconhecidos atearam fogo a uma barricada feita com contentores da Rua Hondarribia, quanse no cruzamento com a Avenida da Liberdade.

O fogo foi apagado rapidamente pelos bombeiros, enquanto a Ertzaintza extendia as suas cargas policiais até ao passeio da Concha. As balas eram disparadas indefinidamente. As ambulâncias começaram a recolher os feridos. Os mais graves, por impactos de balas de borracha. Entre eles, várias pessoas de mais de 60 anos.

Encapuçados enfrentaram-se com a polícia levantando mais barricadas e lançando objectos. Fotógrafos da imprensa e câmaras de televisão foram agredidos enquanto trabalhavam. A redactora de um jornal levou várias vezes com um cassetete por defender uma mulher idosa que ia ser agredida pelos agentes.

Milhares de pessoas de todas as idades, desde crianças em carrinhos de bebé até pessoas de idade avançada, tiveram de escapar das cargas. Os incidentes prolongaram-se praticamente até à explosão do canhão que dava inicio às festas de Donostia.

http://www.gara.net/idatzia/20050815/art126258.php

Mais fotos em
http://www.pat-eh.org/articulo.php?p=1383&more=1&c=1
http://www.pat-eh.org/articulo.php?p=1528&more=1&c=1
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Solidariedade internacionalista [Aug. 8th, 2005|01:50 pm]


Uma brigada basca de solidariedade com a revolução bolivariana tem estado na Venezuela. Este é um retrato de um mural numa rua venezuelana. Do lado esquerdo, Argala, dirigente histórico da ETA e do lado direito um gudari basco de arma nas mãos, ladeado pela bandeira basca. No centro, "Gora Euskadi Ta Askatasuna" - "Viva País Basco e Liberdade" e, à direita, "Todos devemos dar algo para que uns poucos não tenham de dar tudo. Euskal Herria Venezuela, Solidariedade."

http://www.gaztesarea.net/bereziak/venezuela05

Nestes dias, a solidariedade internacionalista assume um maior destaque na Venezuela com a realização do 16º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes. Milhares de jovens que lutam pela transformação do mundo e que lutam contra a barbárie capitalista partem dos seus países rumo a Caracas para, sob o lema "Pela paz e solidariedade, lutamos contra o Imperialismo e a Guerra!", discutirem e debaterem os problemas da actualidade que afectam os jovens. A realização deste festival na Venezuela demonstra a simpatia que os jovens de todo o mundo nutrem por uma revolução que pode despoletar profundas alterações e imprimir derrotas ao imperialismo no continente americano.

http://www.festivalmundial2005.org.ve
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Mais um detido [Aug. 2nd, 2005|11:28 pm]
Detido em França autor de um duplo atentado da ETA

Jon Joseba Troitino, que a justiça espanhola suspeita ser um dos dois autores de um duplo atentado da organização separatista basca ETA, em Julho de 2003, em Espanha, foi detido esta terça-feira em Paris, informou fonte judicial.


Troitino, de 25 anos, terá sido detido na quinta-feira juntamente com outro presumível membro da ETA, Zuhaich Erraste, num centro comercial de Brive-la-Gaillarde, no sudoeste de França.

Os dois homens foram investigados por «associação criminosa com organização terrorista» e a sua ordem de prisão foi confirmada pelo juiz de instrução, referiu a mesma fonte.

Troitino, que ocupa uma «posição muito importante» no aparelho militar da ETA, de acordo com o ministro do Interior espanhol, José António Alonso, é acusado pelas autoridades espanholas de ser um dos dois autores do duplo atentado de Julho de 2003, em Benidorm e Alicante, no sudeste de Espanha, que provocou 12 feridos.

Diário Digital / Lusa
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