| http://paisbasco.blogspot.com |
[Sep. 11th, 2005|08:33 pm] |
http://paisbasco.blogspot.com - a luta continua noutro sítio!

Por limitações constantes do sítio http://www.livejournal.com/users/euskalherria decidimos desenvolver um novo jornal solidário com o povo basco neste novo sítio. O antigo manter-se-á como arquivo, este tomará o seu lugar dando todas as novidades, conforme possivel, sobre a luta do povo basco contra os Estados espanhol e francês. Continuará também com artigos políticos e não apenas informativos. Apelamos a que todos sejam porta-vozes na divulgação deste novo sítio como ferramenta para furar os órgãos de comunicação social tendenciosos que abafam e deturpam a verdade do que naquele país se passa. Mais um cocktail blogotov de luta solidária com o povo basco.
O povo mais antigo da Europa, com uma das línguas mais antigas do mundo. Um povo que vive ocupado há cerca de três séculos pelo Estado espanhol e pelo Estado francês mas que nunca se rendeu nem deixou de resistir. O retrato actual é um retrato manchado de sangue: o fim do franquismo não acabou com a repressão fascista, nem deu ao povo basco o direito de escolher a independência ou a dependência e, acima de tudo, não lhe deu razões para parar a luta. Nas prisões espanholas e francesas estão confinados aproximadamente mil presos políticos bascos, todos eles a milhares de Km de casa. Fora os cidadãos presos todas as semanas que, após dias de incomunicação, vexações, humilhações e bárbaras torturas fisicas e psicológicas, são soltos por nada se comprovar contra eles. O Estado espanhol ilegalizou um partido político que costuma ter entre os 10% e os 30%, o Batasuna, partido da esquerda independentista basca; ilegalizou jornais e rádios pela expressão de determinados ideais políticos; ilegalizou organizações juvenis, sociais e humanitárias; ilegaliza diariamente um povo por querer romper as amarras da opressão, por exigir paz e liberdade.
Ficará aqui mais um blog informativo da luta que se trava em Euskal Herria porque a voz dos oprimidos não tem eco nos meios de comunicação dos que oprimem. Cabe a todos nós denunciar a verdade, cabe a todos nós encetar a luta solidária e internacionalista.
Viva Euskal Herria independente e socialista! |
|
|
| Milhares em Bilbau gritam INDEPENDÊNCIA! |
[Aug. 26th, 2005|06:25 pm] |
A manifestação convocada sob o lema "Agora o Povo Agora a Paz" decorreu sem incidentes e com uma presença reduzida da polícia basca.
Milhares e milhares de pessoas encheram as avenidas de Bilbau. Uma chapada na cara do Estado espanhol. Palavras? Só uma...
...INDEPENDÊNCIA!


 |
|
|
| Gabriel Aresti, escritor basco |
[Aug. 24th, 2005|04:42 pm] |

Gabriel Aresti (1933-1975)
Nasceu no seio de uma familia não falante de basco, em Bilbau. Aos catorze anos começou a estudar o euskara por sua conta, lendo os clássicos na biblioteca municipal e escutando os improvisadores. A sua poesia evolucionou do simbolismo da sua juventude à crítica social da sua maturidade, exercendo uma enorme influência na juventude dos anos 60 e 70. O seu Harri eta Herri (Pedra e Povo, 1964) é um livro fundador da moderna poesia civil basca. Criticou, polemizou, rompeu com o mito do vasco crente, declarou-se abertamente de esquerda, renovou também a canção e o teatro...A sua morte, coincidindo com o fim do franquismo, encerra um ciclo da literatura basca.
Se por dizer uma verdade, 1963
Se por dizer uma verdade hão-de matar-me as filhas, hão-de violar-me a mulher, hão-de de derrubar a casa onde vivo; se por dizer uma verdade hão-de cortar-me a mão com que escrevo, a língua com que canto; se por dizer uma verdade hão-de apagar o meu nome das páginas de ouro da literatura basca, em nenhum momento, de nenhuma maneira, em nenhum lugar poderão calar-me.
Traduzido de http://www.basquepoetry.net/poemak-e/0011.htm |
|
|
| Hoje como antes repressão sobre a língua |
[Aug. 24th, 2005|04:29 pm] |

Durante largos séculos, a ocupação espanhola e francesa sobre o País Basco imprimiu a ideia de que falar-se basco era uma demonstração de baixo nível. O estigma social foi-se infiltrando na sociedade basca através da repressão destes dois Estados. Um elucidativo texto da História Geral de Espanha, de 1601, de P. Juan de Mariana, demonstra o pensamento comum ao Império espanhol.
"Só os biscaínos conservam até hoje a sua linguagem grosseira e bárbara, e que não tem elegância, e é muito diferente das demais, e é a mais antiga de Espanha, e comum antigamente de toda ela, segundo alguns pensam. E diz-se que toda a Espanha usou a língua biscaína antes que nestas provincias entrassem as armas dos romanos e com elas se espalhasse a sua língua. Acrescentam que como era aquela gente grosseira, feroz e agreste, a qual transplantada à maneira das árvores com a bondade da terra se abranda e melhora e por serem inacessiveis os montes onde vivem, ou nunca receberam o jugo do império estrangeiro, ou lhes sacudiu de forma ligeira. Nem carece de probabilidade que com a antiga liberdade se tenha, ali, conservado a língua antiga e comum de toda a provincia de Espanha."
Tradução de http://www.basquepoetry.net/poemak-e/gehi1.htm |
|
|
| A língua basca - o euskara |
[Aug. 24th, 2005|04:09 pm] |
Os bascos denominam-se a si mesmos de "euskaldunak" que quer dizer os falantes de euskara (língua basca). O País Basco está situado nos Pirinéus, entre os Estados francês e espanhol, junto ao mar cantábrico, formando o Golfo da Biscaia. Na antiguidade, a língua basca teve uma extensão maior que a actual: supõe-se que em toda a Aquitania (a grande região de Bordéus) se falava euskara, ou alguma língua aparentada com ela. O euskara é uma língua sonora e doce, com cinco vogais bem marcadas e um sistema verbal extraordinariamente regular.
É também uma língua isolada, sem parentes conhecidos, classificada como pré-indo-europeia, e que não tem nenhuma relação estrutural com as línguas latinas ou germânicas. Baralham-se diversas hipóteses sobre a sua origem: uns defendem que o euskara é o antigo ibero, outros associam-na às línguas caucásicas, e também se supõe proveniente de um ramo do saharuí-berbere.
Considerada como um obstáculo à assimilação política, a nossa língua tem sido regularmente ridicularizada, proibida e perseguida pelos poderosos e centralistas Estados francês e espanhol. A Revolução francesa considerou-a inimiga da Luz e instrumento da reacção católica, Franco considerou-a inimiga de Deus e de Espanha. Há pouco tempo, França negou-se a assinar a Carta das Línguas Europeias. No ano 2003, Egunkaria, o único diário de língua basca, foi enclausurado e fechado por Madrid, sem que algum delito tivesse cometido, e os seus directores foram detidos e encarcerados. Este acontecimento mereceu numerosas condenações em todo o mundo, desde a Amnistia Internacional até Salman Rushdie, na qualidade de presidente do Pen Club dos Estados Unidos e coordenador do Comité de Escritores Presos.
O euskara é uma língua de rica tradição oral, com um notável conjunto de canções, baladas e contos que pertencem ao grande fundo da tradição europeia. A literatura culta é relativamente jovem em euskara, pois arranca no século XVI. Durante largos anos a nossa língua careceu de escolas e de prestigio social, e os nossos principais escritores, inevitavelmente, foram curas e frades.
A meados do século XIX a poesia começou a renovar-se notavelmente, dando lugar, no século XX, ao que se deu a chamar de Pizkundea, uma espécie de pequena época dourada da nossa lirica, truncada pelo levantamento fascista de 1936. A literatura basca actual constitui uma pequena mas dinâmica indústria, com uma média de trezentos títulos novos de ficção em cada ano. Deles, a poesia aborda uma trintena. Ainda que a novela tenha experimentado um grande auge nos últimos vinte anos, a poesia é, pela sua qualidade e pela sua pluralidade, a expressão da moderna consciência basca.
traduzido de http://www.basquepoetry.net |
|
|
| Manifestação em Bilbau |
[Aug. 22nd, 2005|04:19 pm] |
|
Um grupo de pessoas apresentou hoje em Bilbau a manifestação sob o lema "Agora o povo, agora a paz" convocada para a próxima quinta e que servirá, segundo os organizadores, "para apoiar a proposta de paz que o Batasuna lançou em Anoeta e que conta com o apoio de uma grande maioria da população basca". |
|
|
| Imprensa espanhola censura e manipula a verdade |
[Aug. 16th, 2005|05:49 pm] |
Dois contentores ardendo encheram ontem as capas da maioria dos jornais. Foram capazes de eclipsar as imagens de pessoas em cujos corpos se viam marcas da brutalidade policial. Houve feridos, inclusive hospitalizados, mas foram invisiveis!
Uma imagem vale mais que mil palavras. Por isso, nos jornais de ontem repetiam-se até à saciedade as fotografias de dois contentores ardendo, enquanto era impossivel encontrar alguma imagem em que se visse alguém que tivesse sido ferido pelos bastões e balas de borracha da policia.
http://www.gara.net/idatzia/20050816/art126325.php
A Askatasuna informou também que três dos detidos na manifestação do Batasuna em Donostia - Josetxo Lukas, Unai Saizar e um terceiro de Gasteiz - foram enviados para a prisão de Martutene. Três outros detidos deverão comparecer todas as segundas junto do juiz.
http://www.gara.net/azkenak/orriak/08/art126263.php
Mais fotos da manif:
 Comicio do Batasuna
 Cordão policial
 Policia faz-se valer das armas
 Brutalidade e detenções - a "democracia" espanhola |
|
|
| Manifestação do Batasuna em Donostia |
[Aug. 15th, 2005|04:11 pm] |
 Manifestantes sentados em protesto
 Barricadas elevam fumo aos céus de Donostia
 Manifestantes espancados pela polícia
A Ertzaintza (Polícia Autonómica Basca) tinha toda a Boulevard e imediações sob controle desde manhã. Trinta minutos antes da hora fixada para o inicio da marcha (17.00), dezenas de agentes com material repressivo ocupavam a zona, repleta de turistas.
Os agentes ocupavam as entradas até às ruas Mayor e San Jerónimo. Às 16.45, Joseba Alvarez, Pernando Barrena e Juan Joxe Petrikorena, representantes do Batasuna, aproximavam-se dos polícias para dialogar com os dirigentes policiais.
Foram remetidos, equivocadamente, à Câmara Municipal. Enquanto os três integrantes da formação independentista iam e vinham da Casa Consistorial, milhares de pessoas iam congregando-se à volta do Kisko do Boulevard. Desde o megafone da furgoneta policial enviava-se uma mensagem: "Por motivos de segurança, abandonem a zona".
Perante a atitude dos polícias, os concentrados levantavam as mãos nuas enquanto gritavam palavras de ordem a favor da independência e da liberdade de expressão.
Alvarez, Barrena e Petrikorena regressaram da Câmara e dirigiram-se outra vez aos agentes, enquanto pediam calma e silêncio aos manifestantes. Perante a negativa policial, as pessoas optaram por se sentarem no chão. As palavras de ordem seguiam sem descanso. Os agentes policiais olhavam-se perante uma multidão que só reclamava o seu direito a manifestar-se. Quando passavam uns minutos das cinco da tarde apareceu a faixa. Esta foi desfraldada e as pessoas colocaram-se atrás.
Tendo em conta que realizar o percurso habitual pelo centro da cidade podia resultar em cargas policiais, a cabeça da manifestação optou por encarreirar pela rua Mayor, na Parte Velha.
Dezenas de câmaras fotográficas tomavam posições nas escadarias da Igreja de Santa Maria. Uns eram profissionais dos media. Outros, turistas que não queriam ficar sem uma recordação.
A marcha prosseguiu com absoluta normalidade. Rostos sorridentes por trás da faixa com o lema "Agora o povo, agora a paz".
Perante o museu San Telmo, instalou-se rapidamente um sistema de som para se poder levar a cabo o comicio político. A satisfação nesses momentos era evidente. A Ertzaintza não estava e tudo corria com tranquilidade.
No momento em que Joseba Alvarez tomava o microfone para dirigir-se aos milhares de manifestantes, apareceu no céu um helicóptero da Polícia Autonómica. O aparelho parou precisamente sobre a praça e perdeu altura. O seu objectivo era sabotar a intervenção de Alvarez com o som das hélices e do motor.
Não valeu de nada. A gente com paciência sentou-se no solo. Estavam dispostos a esperar o tempo que fosse preciso. "Já se acabará a gasolina", apontava alguém. Dito e feito. Cinco minutos mais tarde, o helicóptero afastou-se com as suas hélices e Alvarez retomou o microfone.
Mas a Ertzaintza não se queria render facilmente. Voltou o helicóptero e repetiu-se a história. O representante independentista finalizou a sua intervenção e, perante os aplausos dos participantes, o acto acabou com um convite aos presentes a tomar parte no brinde aos presos e refugiados, que se ia celebrar meia hora depois na Praça Sarriegi.
Aí finalizou a manifestação convocada pelo Batasuna. Uns optaram por ir passear-se ao Passeio Novo, outros para a Parte Velha ou o Boulevard. Estes últimos aperceberam-se que o acesso estava fechado pela polícia na intersecção com a Rua San Juan.
Regressaram os gritos exigindo aos polícias que se fossem. Estes reagiram carregando. Um jovem foi brutalmente espancado com cassetetes e detido. Outro homem, de cinquenta anos, foi derrubado por um agente. A intervenção de outros cidadãos impediu que fosse espancado no solo. Esse foi um dos detonadores dos incidentes. Gritos respondidos com cargas policiais.
Minutos depois, desde o Boulevard via-se como se elevava no céu uma coluna de fumo a uns 300 metros. Desconhecidos atearam fogo a uma barricada feita com contentores da Rua Hondarribia, quanse no cruzamento com a Avenida da Liberdade.
O fogo foi apagado rapidamente pelos bombeiros, enquanto a Ertzaintza extendia as suas cargas policiais até ao passeio da Concha. As balas eram disparadas indefinidamente. As ambulâncias começaram a recolher os feridos. Os mais graves, por impactos de balas de borracha. Entre eles, várias pessoas de mais de 60 anos.
Encapuçados enfrentaram-se com a polícia levantando mais barricadas e lançando objectos. Fotógrafos da imprensa e câmaras de televisão foram agredidos enquanto trabalhavam. A redactora de um jornal levou várias vezes com um cassetete por defender uma mulher idosa que ia ser agredida pelos agentes.
Milhares de pessoas de todas as idades, desde crianças em carrinhos de bebé até pessoas de idade avançada, tiveram de escapar das cargas. Os incidentes prolongaram-se praticamente até à explosão do canhão que dava inicio às festas de Donostia.
http://www.gara.net/idatzia/20050815/art126258.php
Mais fotos em http://www.pat-eh.org/articulo.php?p=1383&more=1&c=1 http://www.pat-eh.org/articulo.php?p=1528&more=1&c=1 |
|
|
| Solidariedade internacionalista |
[Aug. 8th, 2005|01:50 pm] |

Uma brigada basca de solidariedade com a revolução bolivariana tem estado na Venezuela. Este é um retrato de um mural numa rua venezuelana. Do lado esquerdo, Argala, dirigente histórico da ETA e do lado direito um gudari basco de arma nas mãos, ladeado pela bandeira basca. No centro, "Gora Euskadi Ta Askatasuna" - "Viva País Basco e Liberdade" e, à direita, "Todos devemos dar algo para que uns poucos não tenham de dar tudo. Euskal Herria Venezuela, Solidariedade."
http://www.gaztesarea.net/bereziak/venezuela05
Nestes dias, a solidariedade internacionalista assume um maior destaque na Venezuela com a realização do 16º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes. Milhares de jovens que lutam pela transformação do mundo e que lutam contra a barbárie capitalista partem dos seus países rumo a Caracas para, sob o lema "Pela paz e solidariedade, lutamos contra o Imperialismo e a Guerra!", discutirem e debaterem os problemas da actualidade que afectam os jovens. A realização deste festival na Venezuela demonstra a simpatia que os jovens de todo o mundo nutrem por uma revolução que pode despoletar profundas alterações e imprimir derrotas ao imperialismo no continente americano.
http://www.festivalmundial2005.org.ve |
|
|
| Mais um detido |
[Aug. 2nd, 2005|11:28 pm] |
Detido em França autor de um duplo atentado da ETA
Jon Joseba Troitino, que a justiça espanhola suspeita ser um dos dois autores de um duplo atentado da organização separatista basca ETA, em Julho de 2003, em Espanha, foi detido esta terça-feira em Paris, informou fonte judicial.
Troitino, de 25 anos, terá sido detido na quinta-feira juntamente com outro presumível membro da ETA, Zuhaich Erraste, num centro comercial de Brive-la-Gaillarde, no sudoeste de França.
Os dois homens foram investigados por «associação criminosa com organização terrorista» e a sua ordem de prisão foi confirmada pelo juiz de instrução, referiu a mesma fonte.
Troitino, que ocupa uma «posição muito importante» no aparelho militar da ETA, de acordo com o ministro do Interior espanhol, José António Alonso, é acusado pelas autoridades espanholas de ser um dos dois autores do duplo atentado de Julho de 2003, em Benidorm e Alicante, no sudeste de Espanha, que provocou 12 feridos.
Diário Digital / Lusa |
|
|
| Mais um detido, mais luta! |
[Aug. 2nd, 2005|05:18 pm] |
 Independentistas numa auto-estrada basca solidários com os presos políticos bascos
A sede do Partido Nacionalista Basco (PNV) de Lesaka sofreu na noite passada um ataque por parte de desconhecidos que partiram as janelas, atiraram pintura contra as paredes e fizeram várias pichagens. As pichagens, em basco, transmitiam mensagens contra o PNV e recordavam Imanol Gomez, o militante da ETA que morreu há poucos dias.
Hoje, Gari Mujika foi detido pela policia francesa como consequência do mandado de captura europeu requisitado pelo juiz da Audiência Nacional espanhola Baltasar Garzón. O jovem já tinha sido preso anteriormente devido à sua militância no movimento juvenil independentista. Ainda para hoje está convocada uma manifestação de solidariedade. |
|
|
| Kale Borroka em Getxo |
[Aug. 1st, 2005|11:29 pm] |

Os incidentes começaram meia hora depois da meia noite na zona do centro de Algorta, que ontem celebrava o último das festas locais, quando vários grupos atiraram cocktails molotov contra diversas lojas, enquanto outros bloqueavam as ruas com contentores do lixo na estrada para dificultar o acesso à polícia.
Os activistas da Kale Borroka (Luta de Rua) lançaram artefactos incendiários contra bancos, agências de viagens, lojas de seguros e cabines telefónicas. A acção foi bastante rápida e abandonaram o local sem que se produzissem detenções ou confrontos com a polícia.
Isto no mesmo dia em que os detidos dos últimos dias denunciaram que foram alvo de tortura por parte da polícia espanhola. Os ideólogos do fascismo espanhol e a comunicação social tentam largar a conotação violenta sobre a ETA e os independentistas bascos escondendo que nesta guerra a violência parte dos dois lados da barricada. O Estado espanhol mata, tortura e prende, despreza direitos humanos e civis, ocupa militarmente e policialmente um território que não lhe pertence e, mesmo assim, parece que o terrorismo está do lado de quem luta pela libertação e não de quem oprime. |
|
|
| Nas barricadas também se lê |
[Aug. 1st, 2005|09:02 pm] |
Num tempo em que a verdade se encontra distorcida importa descobrir o que é real. Três livros que contribuem com pistas para o desvendar de um dos conflitos mais antigos do mundo, o conflito entre o povo basco e os Estados espanhol e francês. Um de Rui Pereira, um Angel Rekalde e outro de Vítor Pinto Basto. Aqui fica.
"Gente que dói, o conflito basco por quem o vive", Vítor Pinto Basto, Deriva, Porto, 2005.
A particularidade deste livro de Vítor Pinto Basto é que realiza a deriva basca com a emoção e solidariedade de quem se propõe conhecer o outro através da pergunta franca e aparentemente simples de um jornalismo feito de seriedade e rigor. Para além da violência da ETA ou da repressão da Guarda Civil, num Estado que se proclama espanhol mas coexistindo com o pulsar galego e catalão, existe uma rede humana que vive e sonha com um Euskadi livre. De Otamendi às ikastolas de Peio Egaña, do silêncio de Savater ao lehendakari Ibarretxe, desfia-se um novelo de uma região tolhida em si própria, como um "fio que tudo abraça", palavras atentas do autor. Muito mais que um problema espanhol, o País Basco torna-se, cada vez mais, um problema europeu que urge compreender em toda a sua dimensão. O contributo de Vítor Pinto Basto é o de abrir portas a uma dimensão humana ladeada por balas e bombas, referendos e programas irredutíveis. Dele se pode ler: "Cheguei a algumas conclusões, embora não seja sobre elas que este livro se pretende livro, logo, obviamente lido".
"O novo jornalismo fardado - El País e o nacionalismo basco", Angel Rekalde e Rui Pereira, Campo das Letras, Porto, 2003.
Angel Rekalde nasceu em Tolosa - País Basco - em 1957. Licenciado em Sociologia e Ciências Políticas e doutorado em jornalismo pela Universidade do País Basco, é autor de uma considerável obra de crónica, relato e ficção que, incluindo títulos como Herrera, Prisión de Guerra; Dorregarai: La Casa Torre; Sombras del Alba e Mugalaris, representa um consagrado repositório ficcional sobre os últimos 150 anos de história do seu país, constituindo uma voz de primeira relevância no panorama literário basco da actualidade.
Encarcerado durante e após o franquismo, pela sua militância na organização armada basca ETA, cumpriu duas décadas de prisão que converteu num tempo fecundo de grande vitalidade intelectual. Para além da sua actividade enquanto escritor e ficcionista, desenvolve desde os anos 90 estudos comunicacionais, entre outros, no campo da análise do tratamento jornalístico do fenómeno político e da toxicodependência e juventude.
A sua tese de doutoramento, Prensa y Propaganda. El nacionalismo vasco en El País. La campaña electoral de marzo del 2000. Antecedentes, é o trabalho que dá origem ao livro O Novo Jornalismo Fardado.
Centrado num dos mais prestigiados e insuspeitos órgãos da imprensa europeia, este livro constitui a anatomia de uma oculta operação de propaganda e manipulação tão vasta e inimaginável quanto ignorada.
"Face ao desafio independentista, há que traçar um plano profundo e meditado, de curto, médio e longo prazo. Há que organizar sempre dentro dos limites do Estado de Direito, uma operação global em sentido contrário àquele que os bascos sofreram. Há que dedicar durante duas ou três décadas, muitos milhares de milhões de pesetas anuais para financiar um plano que se estenda das histórias aos quadradinhos às séries de televisão, das escolas à cátedra da universidade, dos empregados aos empresários, da divulgação popular à investigação científica, dos serviços de informações às mais subtis engrenagens das forças de segurança. A História, a verdade e a razão estão com a unidade de Espanha [...] e é necessário penetrar todos os tecidos do povo basco de forma sistemática, estudada e bem financiada, com a grande verdade histórica do ser espanhol para reconstruir o leito comum da pátria".
Os ecos desta insólita confissão, da autoria do jornalista e membro da Real Academia da Língua Espanhola, Luís Maria Ansón, nas páginas do diário "ABC", de 21 de Abril de 1985, não mais deixaram de ressoar na crónica jornalística espanhola sobre o País Basco. O inédito estudo e a revelação, neste ensaio, do papel surdamente desempenhado por "El País" em toda a operação tornam-se mais claros se entendidos a esta luz.
"Euskadi, a guerra (des)conhecida dos bascos", Rui Pereira, Editorial Notícias, Lisboa, 2000.
A guerrilha independentista dos bascos contra o Estado espanhol é, no continente europeu, um dos mais antigos conflitos nacionalistas. Tragédia que subsiste num lugar tão próximo de nós, é também, muitas vezes, objecto das mais diversas manipulações propagandisticas e mediáticas. Euskadi, a guerra (des)conhecida dos bascos resulta de uma demorada investigação jornalística alicerçada em três principios básicos: estudo das fontes históricas, entrevistas com protagonistas e divulgação de documentos que, até agora, tinham permanecido inéditos em Portugal. Um livro para compreender melhor um problema complexo e dramaticamente actual. |
|
|
| Euskal Herria independente e socialista! |
[Jul. 30th, 2005|11:54 pm] |

Durante a semana que passou vários jovens foram presos. Nas várias regiões bascas a polícia puxou da repressão para tentar controlar o incontrolável. Em poucas horas houve manifestações um pouco por todo o lado. Nas praias, montanhas, ruas, bares, estradas, cidades e aldeias vê-se o apoio popular que tem a organização armada ETA. Depois da morte de Imanol Gomez, jovem gudari da ETA, as acções de homenagem multiplicam-se.
A decisão do IRA em cessar as suas actividades armadas demonstra como é possivel construir-se a paz quando esta é procurada por ambas as partes. Os acordos entre o IRA e o governo inglês prevêm a autodeterminação do povo da Irlanda do Norte. O Estado espanhol sempre recusou a autodeterminação e a paz, por várias vezes quebrou as negociações com a ETA quando esta apenas exige um processo de autodeterminação para que baixe as armas. Esperemos que o processo de paz irlandês tenha sucesso e que sirva de exemplo aos governos dos Estados espanhol e francês para que acabem as prisões políticas e as mortes numa guerra que exige um ponto final com o reconhecimento dos direitos do povo basco. |
|
|
| A luta continua! |
[Jul. 22nd, 2005|09:56 am] |

Esta manhã, nas ruas do País Basco, muitas bandeiras bascas acordaram de luto após uma noite de intensa luta. Um grupo de independentistas pegou fogo a um autocarro em Donostia, um outro queimou vários contentores do lixo no Casco Velho de Bilbau e, em Guernica, um artefacto, que alguns atribuem à própria ETA, explodiu dentro de uma empresa.
Já ao final do dia de ontem várias manifestações sucediam-se por todo o país. É a resposta à morte de Imanol Gómez, militante da ETA morto em França.
"Borroka da bide bakarra!" (A luta é o caminho!) Lénine |
|
|
| Imanol Gomez, combatente basco |
[Jul. 22nd, 2005|12:03 am] |

Mal se soube da identidade do militante da ETA morto em França o povo basco mobilizou-se em todo o país. Imanol Gomez do bairro donostiarra de Altza morreu quando fugia de uma perseguição policial em França. Mais um combatente que dá a vida pela liberdade de um povo.
Um forte dispositivo policial da polícia basca fechou os acessos ao Boulevard a partir da Alde Zaharra para impedir a mobilização para a manifestação convocada ontem às 20.00. No entanto, 350 pessoas concentraram-se na Praça da Constituição. A polícia carregou várias vezes sobre os manifestantes. Hoje, durante a tarde detectou-se uma intensa presença policial, tanto de uniformizados como à paisana, alguns dos quais irromperam nos bares.
Também se registaram mobilizações em Hendaia (50), Baiona (50), Donibane-Garazi (15), Ziburu (35), Hernani (200), Zaldibia (60), Arrasate (100), Lekeitio (50 de manhã e 100 à tarde), Tolosa (40), Otxandio (46), Leioa (35), Aretxabaleta (28), Zarautz (80), Berango (31) e Ondarroa (200).
http://www.gara.net/idatzia/20050722/art123665.php
Imanol, herria zurekin! |
|
|
| Presumivel membro da ETA morto |
[Jul. 20th, 2005|06:58 pm] |
A pessoa detida pelos Gendarmes franceses numa estrada perto da localidade de Flaugnac faleceu, segundo informaram fontes policiais citadas pela agência Europa Press.
A pessoa detida, segundo as mesmas fontes, sofreu por volta das 16.00 um acidente de tráfico quando era perseguido pelas autoridades policiais depois de tentar fugir de um controlo policial.
http://www.gara.net/azkenak/orriak/07/art123469.php |
|
|
| Iñaki Uria torturado |
[Jul. 20th, 2005|06:55 pm] |
Iñaki Uria declarou hoje no Tribunal de Donostia pela denúncia de torturas que interpôs no dia 27 de Março de 2003, depois de ter permanecido incomunicado nas mãos da Guardia Civil no contexto da operação policial para enclausurar o diário basco "Euskaldunon Egunkaria", do qual foi conselheiro-delegado.
http://www.gara.net/azkenak/orriak/07/art123449.php |
|
|
| Mais penas de prisão |
[Jul. 19th, 2005|08:17 am] |
A Primeira Secção Penal da Audiência Nacional condenou ontem Roberto Lebrero e Luis Mariñelarena a penas de 25 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de "pertença a grupo armado", "depósito de armas, munições e explosivos", "roubo de veículo a motor" e "falsificação de documentos". Para além do mais, acusa-os de delito de "conspiração" contra o autarca do PP de Eibar, José Luis Vallés.
Para Simone Begiristain, Ricardo Aranburu, JUlen Ereñaga, Asier Altuna e Angel Murgoitio, imputados também por suposta pertença ao "comando Aranba", o tribunal ditou condenações de cinco anos de prisão e seis de inabilitação por delito de "colaboração com o grupo armado".
Em apoio aos presos
Por outro lado, as mobilizações a favor da repatriação dos presos políticos bascos estiveram presentes ontem nas localidades bascas. Assim, em Santurtzi concentraram-se 70 pessoas, 45 fizeram-no em Iurreta, em Berango foram 35 e 25 em Zaldibia. Para além do mais, no bairro bilbaíno de Otxrkoaga, em Euba e em Ataun mobilizaram-se 15 pessoas, respectivamente. Em Altasu concentraram-se 28 vizinhos no passado Domingo.
http://www.gara.net/idatzia/20050719/art123238.php |
|
|
| navigation |
| [ |
viewing |
| |
most recent entries |
] |
| [ |
go |
| |
earlier |
] |
| |
|
|